• Carmen Lígia Maciel de S. Cruz

IMPORTÂNCIA DA TAREFA DE CASA EM TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Atualizado: Jul 10





A Terapia Cognitiva-Comportamental é uma abordagem terapêutica estruturada e baseada em objetivos. A “tarefa de casa” - atualmente chamada de “plano de ação” - é um passo que deve estar presente em toda a estrutura da sessão em TCC. Ela funciona como uma “extensão” da terapia, proporcionando que o paciente leve para o dia a dia as reflexões ou atividades que possam ajudá-lo a alcançar suas metas terapêuticas. Com isso, o paciente pode experimentar, praticar e ter a chance de obter consequências reforçadoras para os seus comportamentos alternativos.


Como estabelecer a tarefa de casa?


É importante que as tarefas/metas sejam definidas de maneira colaborativa entre terapeuta e paciente e com nível de dificuldade gradual, começando com a solicitação de comportamentos mais simples e prováveis de serem reforçados ao serem executados, para comportamentos gradualmente mais complexos. Vale ressaltar que o paciente tende a se comprometer mais fortemente com o plano de ação quando ele está diretamente relacionado ao conteúdo que foi trabalhado em sessão. O terapeuta precisa estar atento na sessão subsequente à execução do plano de ação, para lembrar-se de falar sobre ele com o paciente, demonstrando a valorização da atividade e enfatizando a importância da mesma, reforçando o empenho do paciente ao executá-la através desse trabalho fora das sessões, para que tenha novas experiências e exercícios corretivos de seus pensamentos e crenças disfuncionais. A notoriedade dada para o plano de ação na TCC justifica-se num conjunto considerável de evidências que indicam que os pacientes que fazem “tarefas de casa” têm melhores resultados em terapia do que aqueles que não fazem.


Quais os obstáculos na tarefa de casa e como superá-los?


Muitas vezes, mesmo sabendo que seria importante, os pacientes não fazem as tarefas da terapia. Estas resistências dos mesmos manifestam-se através de atitudes, comportamentos ou cognições que podem atrasar ou evitar a mudança terapêutica, como por exemplo: fazer a tarefa de terapia no último minuto, esquecer o embasamento lógico para uma tarefa, desorganização, dificuldade com uma tarefa, superestimar as exigências de uma tarefa, perfeccionismo, dentre outros fatores. Se o terapeuta não for claro na explicação da tarefa, o paciente fatalmente ficará confuso e as chances de não realização aumentam enormemente. Ainda, se o terapeuta considerar a tarefa de casa difícil ou tediosa, não enfatizando o seu valor para a maximização da eficácia do processo terapêutico, o paciente a verá da mesma maneira.



Carmen Lígia Maciel de S. Cruz

Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental, Proficiente em Terapia Cognitiva Comportamental (CTC Veda). Especialista em Neuropsicologia - HCFMUSP. Formação em Terapia Cognitiva Comportamental para crianças e adolescentes. Formação em Terapia Comportamental Dialética (Behavioral Tech/2017), Formação em Psicologia Hospitalar - psico-oncologia. Treinamento em Ensino e Supervisão pelo Beck Institute e Especialista Certificada pela DGERT. Docente de cursos de Pós-Graduação em Psicologia. Cursando formação em Terapia Cognitiva Processual. Proprietária e instrutora da CLM Treinamentos - desenvolvimento pessoal e de equipes.


Contato – WhatsApp 17 – 991318089 (Bebedouro – SP)

Instagram: @psicarmenmaciel


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